Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Neste primeiro domingo de maio (6) é dia de mais uma edição do Programa Museu Vivo, realizado pelo Museu do Folclore de São José dos Campos. Estarão reunidos na atividade três novos representantes da cultura popular local: Teresa Monteiro Barreto de Azevedo (artesanato), Cleunice dos Santos (culinária) e Paulo Bernardes (música). O encontro é aberto ao público e acontece entre 14h e 17h.

Tereza Monteiro tem 60 anos e é joseense. Seu saber pode ser conferido nas peças de crochê, tricô e bordado que faz. Ela conta que aprendeu tudo o que sabe quando tinha 9 anos de idade, no convívio com a irmã Lurdes. Tereza trabalhou muito anos como bancária, mas agora, já aposentada, se dedica ao artesanato e à profissão de cabeleireira.

“Faz 15 anos que dou aula de artesanato na igreja que frequento e também participo do grupo de bordados do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do Jardim Anhambi”, conta Tereza entusiasmada.  

A baiana Cleunice dos Santos, de 42 anos, já morou em São Paulo, Paraibuna e há três anos reside em São José dos Campos. Seu saber vem da tradicional culinária baiana e domingo, no ‘Museu Vivo’, vai mostrar como se faz um verdadeiro vatapá. Cleunice já foi merendeira numa escola na cidade de Teolândia (BA) e cozinhava diariamente para umas 100 pessoas.

“Minha mãe começou a me ensinar a cozinhas quando eu tinha 10 anos de idade. Nós éramos uma família muito grande e a vida na roça era diferente da vida urbana, porque os pais incentivam os filhos a se desenvolver no trabalho”, relata Cleunice. “Eu sempre gostei de cozinhar, então comecei a fazer bolo de aniversário aos 14 anos e depois peguei amor por cozinha”, conclui.

O guaratinguetaense Paulo Bernardes, de 55 anos, toca violão e canta música sertaneja e vai mostrar seu saber na música com o parceiro Galvani. Em Guaratinguetá ele morava na roça, onde escutava e cantava músicas sertanejas. Mas foi quando veio para São José, há 30 anos, que aprendeu as noções básicas do violão. Depois foi aprendendo sozinho e ‘tirando’ as músicas ‘de ouvido'.

“Mesmo quando ainda trabalhava, eu tocava e fazia apresentações em São José, nas rádios Clube e Piratininga, e também em barzinhos. Toquei muito tempo formando a dupla Tio e Téo com um outro amigo e, atualmente, toco no Trio Brasil, em barzinhos dos bairros Alto da Ponte e Jardim Morumbi”, disse Paulo.

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e sua gestão é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Além do Programa Museu Vivo, o Museu do Folclore realiza outros projetos e programas ao longo do ano, e mantém uma exposição de longa duração aberta para visitação, de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana

(12) 3924-7318

Programação

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