Trio Terra Bruta é uma das atrações do Museu Vivo deste domingo no Museu do Folclore. / Foto: Divulgação
Música sertaneja, técnicas de
construção de pau a pique e uma receita especial de tapioca. Estes são os
atrativos da edição deste mês do programa Museu Vivo, marcada para o próximo
domingo (29), a partir das 14h, no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque
da Cidade.
A vivência contará com as
presenças do Trio Terra Bruta (na música), formada pelos músicos Dalvito, Zé do
Bico e José Carlos Lopes; do bioconstrutor Rafael Vieira (no artesanato) e da
baiana Joana Cavalcante (na culinária).
O Museu Vivo é aberto ao público
e ocorre na área externa do museu, visando destacar a cultura popular nas áreas
do artesanato, da culinária e da música, dando visibilidade aos seus
protagonistas, que compartilham com as pessoas seus saberes e fazeres. Confira
os perfis abaixo.
Música
O baiano Dalvo Candido da Mata,
71 anos, é conhecido como Dalvito. Veio para São José dos Campos em 1979 e em 1982
conheceu seu parceiro de música, João Batista, 74 anos, o Zé do Bico. Hoje,
formam o Trio Terra Bruta com a participação de José Carlos Lopes, 57 anos, no
contrabaixo.
Dalvito conta que nasceu no meio
de 13 irmãos e começou sua caminhada na música sertaneja depois de um desafio
do seu pai. "Ele comprou um acordeon e disse quem aprendesse a tocar primeiro
ficaria com o instrumento. E eu ganhei a disputa”, ressalta Dalvito.
Zé do Bico é mineiro de Pouso
Alto e conta que tocou e cantou muito naquela região. Veio para São José há 30
anos e na época já fazia dupla com seu irmão. "Toco um pouco o violão e arranho
no acordeon e de vez em quando a gente troca”, fazendo referência a Dalvito”.
O joseense José Carlos Lopes, 57
anos, nasceu e cresceu na roça, com seu pai e irmãos, mas só ele se envolveu
com música. Começou observando pessoas que admirava e aprendeu a tocar aos
poucos, sempre incentivado por Dalvito e Zé do Bico. Primeiro comprou um violão
e agora troca contrabaixo.
Pau
a pique
No artesanato, o paulistano
Rafael Vieira, 41 anos, vai compartilhar todo seu conhecimento sobre a técnica
do pau a pique, usada para diferentes finalidades na vida cotidiana. Rafael
também é sociólogo, educador ambiental, técnico em edificações, bioconstrutor e
permacultor.
Rafael atua em ações
regenerativas e mudanças de hábitos. Desde 2022 atua como educador do CECP
(Centro de Estudos da Cultura Popular), trabalhando no projeto Ecomuseu Campos
de São José.
"Tradicionalmente, os recursos
usados para a construção de pau a pique vêm da própria natureza local, como
cipó, sapê, madeiras de diversas espécies, terra argilosa, palha de arroz,
areia, entre outros”, explica Rafael.
Tapioca
Joana Cavalcante,
59 anos, já participou de outras edições do Museu Vivo e, mais uma vez,
dividirá com o público sua receita de tapioca, que apesar de poucos
ingredientes, é carregada de muita história e sabedoria popular.
Natural de São
Gabriel na Bahia, Joana aprendeu a cozinhar ainda quando pequena, vendo a mãe e
outras pessoas da família. Ajudava o pai na roça de macaxeira, desde o plantio
até a feitura da farinha e da tapioca (polvilho).
Gestão
O Museu do Folclore é um
espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade
desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura
Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.
Museu do Folclore Angela Savastano
Av. Olivo Gomes, 100 –
Santana (Parque da Cidade)
(12) 3924-7318 e (12)
3924-7354
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