Exposição ‘Sob a casa, outras casas’ pode ser visitada de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h. Foto: Cláudio Vieira / PMSJC
O Museu da Casa Brasileira, em São José dos Campos, recebeu 33 mil visitantes no primeiro mês da exposição "Sob a casa, outras casas”.
A Residência Olivo Gomes, no Parque da Cidade, abriga desde 27 de junho o museu que é referência nacional em arquitetura e design.
O número de participantes reafirma a potência do encontro entre pessoas, arquitetura, design e a história da residência modernista.
A exposição "Sob a casa, outras casas” pode ser visitada de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h.
O Museu da Casa Brasileira conta com a parceria da Prefeitura de São José dos Campos e da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
Exposição
Com curadoria de Giancarlo Latorraca, Isabel Xavier e Guilherme Wisnik, a exposição parte do princípio de que a identidade da habitação nacional é composta por múltiplas narrativas simultâneas.
Sob as linhas modernas da residência, emergem as experiências cotidianas de casas indígenas, rurais, ribeirinhas, sertanejas e periféricas por meio de peças produzidas por povos originários, objetos coloniais e imperiais, além de mobiliário do design moderno e contemporâneo.
A narrativa do morar é complementada por ensaios fotográficos de autores como Andrés Otero, Iatã Cannabrava e Milton Guran, que documentam desde palafitas amazônicas até apartamentos urbanos.
Espaços
A exposição organiza-se de forma contínua pelos cômodos originais projetados por Rino Levi, estabelecendo conexões entre a arquitetura modernista e os objetos cotidianos.
Na ampla área social do imóvel, o público encontra o núcleo "Diversas formas do sentar”, que contrapõe práticas indígenas ligadas ao sentar próximo ao chão ao mobiliário moderno e industrial do século XX.
O espaço reúne uma seleção de esteiras, redes, bancos, cadeiras, poltronas e sofás, que dialogam lado a lado com fotografias da série Casas do Brasil.
Ao descer para o pavimento situado na cota do jardim, o circuito apresenta o núcleo "Uma aproximação ao lugar”, cujo foco é resgatar a história da própria residência, do Parque Burle Marx, da antiga Tecelagem Parahyba e da ocupação histórica do Vale do Paraíba. O principal destaque desse ambiente é o retorno do sofá Olivo, peça desenhada originalmente por Rino Levi para aquela sala de estar e agora reintegrado ao seu local de origem especialmente para a mostra.
A evolução dos sistemas de armazenamento doméstico e a transição entre os modos de vida itinerantes e permanentes ganham forma no núcleo "Os armários nômades”, que reúne cestos indígenas, canastras e baús históricos.
Em seguida, o ambiente intitulado "Dois quartos distintos” evidencia as profundas diferenças materiais, sociais e culturais presentes na formação do país ao recriar dois espaços opostos: um dormitório de caráter rústico, inspirado nos primeiros tempos da colonização, e outro marcado pelo refinamento ornamental do período imperial.
O percurso da exposição se completa com o núcleo "O trabalho de triturar”, inteiramente dedicado aos utensílios domésticos ligados à preparação de alimentos. A reunião de pilões, moedores manuais, batedeiras e liquidificadores ilustra as transformações tecnológicas na rotina doméstica e as mudanças nos modos de viver, pontuando a passagem do ambiente rural para o urbano.
Serviço
Exposição: Sob a casa, outras casas – Museu da Casa Brasileira na Residência Olivo Gomes
Dias e horário de visitação: Quinta a domingo, das 10h às 17h
Local: Residência Olivo Gomes – Parque da Cidade
Endereço: Av. Olivo Gomes, 100 - Santana, São José dos Campos - SP
Entrada: Gratuita
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