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Último Museu Vivo do ano terá tambores artesanais e cuscuz de frango

Dona Sofia vai fazer uma receita de cuscuz de frango, como em outra edição do Museu Vivo. / Foto: Divulgação

Último Museu Vivo do ano terá tambores artesanais e cuscuz de frango


28.11.2025

O Museu do Folclore Angela Savastano realiza, neste domingo (30), o último Museu Vivo do ano, com a participação de dois representantes da cultura popular regional nas áreas do artesanato, culinária e música. Eles compartilharão seus saberes e fazeres numa vivência aberta ao público, a partir das 14h.

 

Para o artesanato e a música (construção, toques e ritmos de tambores artesanais), o encontro contará com a presença do campineiro Marco Antonio da Cosa, 55 anos, mais conhecido como Tata Orokzala. Morador de Monteiro Lobato há mais de 12 anos, Orokzala já participou de outras edições do Museu Vivo.

 

Além de luthier, músico e artesão, Orokzala também é Alabê no Candomblé, Mestre de Capoeira e fundador do grupo Abassá de Angola. É descendente direto de Mestre Lumumba, grande referência da cultura negra no Vale do Paraíba e no Brasil.

 

Orokzala é um importante guardião dos saberes afro-brasileiros na região e integrante de uma linhagem de fazedores de tambores oni ilu, como é chamada em sua tradição. Ele dá continuidade a um legado que atravessa gerações e mantém viva a força da memória e do axé.

 

Cuscuz de Frango

 

Para a culinária, o Museu Vivo terá a presença de outra fazedora conhecida de edições passadas, a mineira Sofia de Faria Ramos, 78 anos, que fará um cuscuz de frango. Sobre seus saberes culinários, Dona Sofia conta que aprendeu a cozinhar com a mãe e avós. "Elas cozinhavam muito bem e aprendi a fazer muitas coisas na cozinha”, lembra.

 

Em participações anteriores, Dona Sofia fez paçoca, doce de leite e outras receitas. "Hoje ninguém quer ter trabalho de fazer certas coisas, principalmente na cozinha. Além de cozinhar, também aprendi a costurar e bordar com a minha mãe”, diz ela.

 

Em Candelária sua família fazia quase tudo em casa. "Para fazer paçoca a gente usava pilão para socar o amendoim, que era plantado e processado na nossa terra”. Sua história, saberes e fazeres também estão contados nos volumes 23º e 30º da Coleção Cadernos de Folclore.

 

Gestão

O Museu do Folclore Angela Savastano é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona desde 1997 no Parque da Cidade, região norte. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore Angela Savastano

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 e (12) 3924-7354

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